A vida dos homens é feita de escolhas. Sim ou não. Entrar ou sair. Subir ou descer. Mas também há as escolhas que fazem a diferença... Amar ou odiar, ser um herói ou um covarde, lutar ou desistir, viver ou morrer. Viver ou morrer, essa é a grande escolha e nem sempre está em nossas mãos. A vida dos homens é feita de escolhas. Sim ou não. Entrar ou sair. Subir ou descer. Amar ou odiar, ser um herói ou um covarde, lutar ou desistir, viver ou morrer. Viver ou morrer, essa é a grande escolha e nem sempre está em nossas mãos.
...
Once a time
domingo, 17 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Supomos que as mudanças sérias na nossa vida ocorrem lentamente, com o passar do tempo. Mas não é verdade. As coisas grandes acontecem num instante. Tornar-se adulto. Tornar-se pai, mãe. Tornar-se advogado, cirurgião. Num minuto você não é, no outro... você é. Se perguntar a um médico o momento exato que ele se tornou um médico, certamente ele saberá dizer quando foi, e certamente não foi no dia da formatura. As vezes você nem sabe que algo mudou. Acha que você ainda é você e que a sua vida ainda é a sua vida. Mas você acorda um dia e olha a sua volta e não reconhece nada... nada mesmo. E não é porque as coisas mudaram, é porque você mudou e nem percebeu.
domingo, 26 de setembro de 2010
Nunca sabemos qual será o dia mais importante de nossa vida. O que pensamos que será o mais importante, nunca é tão importante como imaginamos. É o dia comum, aquele que começa normal que termina sendo o mais importante. Nunca sabemos qual será o dia mais importante de nossa vida. Não até estar acontecendo. Não reconhecemos o dia mais importante da vida até estar no meio dele, quando nos comprometemos com algo ou alguém. Quando o nosso coração é partido, quando encontramos o amor... Quando descobrimos que não há tempo suficiente porque queremos viver para sempre. Esses são os dias importantes. Os dias perfeitos.
sábado, 25 de setembro de 2010
Todos nós temos pelo menos um pedido por ano. Seja quando o ano inicia. Seja ao soprarmos as velas do bolo de aniversário. Alguns fazem mais pedidos: com cílios, em fontes, estrelas cadentes e, de vez em quando, um desses pedidos se realizam. Então, e aí? Foi bom como esperávamos? Nos contentamos com o calor radiante de nossa felicidade? Ou... entendemos que temos uma longa lista de pedidos esperando ser pedida... Não pedimos coisas fáceis, pedimos coisas importantes, coisas ambiociosas, fora do alcance. Fazemos pedidos porque precisamos de ajuda. E temos medo. E sabemos que podemos estar pedindo demais. Mas ainda fazemos pedidos, porque as vezes, eles se realizam.
Chegamos ao mundo sozinhos e partimos sozinhos. E tudo que acontece entre um e outro, é para encontrarmos um pouco de companhia. Precisamos de ajuda, precisamos de apoio ou ficamos sozinhos, estranhos, isolados uns dos outros e nos esquecemos de como estamos todos conectados. Então escolhemos amar. Escolhemos viver. E, por um momento, nos sentimos um pouco menos sozinhos.
Quando somos crianças a noite dá medo porque há monstros sob a cama. Quando somos adultos, os monstors são diferentes. Insegurança. Solidão. Arrpendimento. E mesmo mais velhos e sábios, ainda temos medo do escuro. Mas quando enfrentamos os nossos demônios, os nossos medos e procuramos ajuda um no outro... a noite não é tão assustadora porque percebemos que não estamos sozinhos no escuro
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Todos nós nos lembramos das histórias da nossa infância. O sapato que cabe na cinderela, o sapo que vira príncipe... Bela Adormecida acordada por um beijo. Era uma vez e viveram felizes para sempre. Conto de fadas. Coisa de sonhos. O problema é que contos de fada não viram realidade. São as outras histórias que viram. Aquelas que começam com noites tempestuosas... e terminam com o indescritível. São os pesadelos que sempre parecem virar realidade.
domingo, 19 de setembro de 2010
Um aceno. Um toque de mãos. Um déjà vu. Lançar os olhos ao passado. Um breve passeio pela alameda da nostalgia. Uma lembrança. Uma inevitável comparação. Não. Não, isso não me basta, viver de lembranças, de migalhas de algo que foi, esperanças de como poderia ter sido. Imagens turvam-se em sua mente, como as tintas de um quadro lançado na água, como o fogo quando consome um retrato... Imagens que se perdem, sonhos que se vão. Bem vinda, realidade.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
(Re)começo. Entrar naquela mesma sala e ter a certeza de que nada mais será como antes. É difícil recordar o passado, mas torna-se inevitável fazê-lo estando ali. Memórias. Vozes que ecoam. Tormentos. Alegrias e desilusões. Folhas amareladas que teimam em ser viradas por um vento que entra pela porta que ficou aberta. Folhas amareladas que não se consegue arrancar. Tudo ainda é muito recente. Aquela tarde, aquele vinho, aquela espera... eu te amo, eu te amo, eu te amo! Se disser isso mais uma vez, não me responsabilizo por meus atos...
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Do outro lado da porta, mais um dia de outono. É abril. De volta para a rotina dos estudos, livros, cafés, cigarros. Tudo de novo. Tudo de novo outra vez... é a circularidade da vida. Um passo de cada vez. Um dia de cada vez. Momentos. Não é um recomeço. É a vida e suas voltas. Voltas que dá em espiral e situações que parecem se repetir. Sentimentos que teimam em voltar. Memórias. Embarca. Encontra um lugar vago. Senta-se. Você foi! O maior dos meus casos, de todos os abraços o que eu nunca esqueci. Você foi! Dos amores que eu tive, o mais complicado. Um homem robusto, com cheiro forte de cigarro ocupa o lugar ao seu lado. As pessoas não deveriam fumar. Talvez não devessem fumar tanto. Um som irritante: alô, oi amiiiiiiga. Patricinhas. Buzinas. Conversas. Para. Arranca. Das lembranças que eu trago na vida, você é a saudade que eu gosto de ter. Só assim, sinto você bem perto de mim outra vez. Para, demora desta vez. Um deficiente físico embarca. Arranca. Enfim, é na próxima.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Corre os olhos pela estante. Gira a cabeça. Aproxima-se. Passa o dedo lentamente pelos títulos. Nenhum parece agradar-lhe. Retira qualquer um, ao acaso. Abre. Folheia. Lê: "Quando penso sobre minha vida e olho para o passado, uma noite assustadora surge como um intenso ponto de referência. Mesmo agora, depois de tantos anos, não consigo pensar naquele encontro sem sentir um calafrio. Hoje, classifico mentalmente todos os incidentes de minha vida: os que ocorreram antes e os que ocorreram depois da noite em que vi um fantasma. Sim, vim um fantasma. Não seja incrédulo..." Fecha o livro. Coloca-o de volta no lugar. Não precisa disso. Não neste momento. Sai. Cuidadosamente gira a maçaneta. Fecha a porta.
domingo, 18 de julho de 2010
O caminho de volta é sempre longo. Mais longas são as horas de explicação: onde estava? isso são horas? isso é jeito de chegar? Deixa que a porta se feche atrás de si. A voz fica ao longe. Abafada. Silenciada. Deixa então seu corpo despencar na cama. Sujo. Não tem hora para acordar. Não tem compromissos. Só uma coisa lhe aflige o pensamento. Só uma coisa perturba-lhe. Inquieta-lhe. Fecha os olhos. Dorme.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Uma vez sentiu uma vontade indescritível de tirar a roupa e correr pela rua. Tinha bebido demais. Vontades assim só surgem nestas ocasiões. Pessoas sensatas não tem essas vontades. Pessoas sensatas não bebem. Pessoas sensatas não ficam bêbadas. Pessoas sensatas não têm ressaca. Pessoas sensatas são um porre. Pensava nisso enquanto voltava cambaleante pelas sargetas da cidade. Para. Um rato cruza seu caminho. Equilibra-se. Olha a sua volta. Não sabe onde está. Pessoas que não bebem são mesmo um saco! Dá mais alguns passos. Apóia-se em um poste. Cachorros latem para o gato que está em cima do telhado. Cachorros. Abre os olhos. O sol está quente hoje. Alguém passa e chuta sua garrafa vazia. Ela sai rolando. Buzinas. Hora de voltar para casa.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Volta os olhos para trás e a imagem turva de um sentimento lhe vem à tona. Retoma o ar. Pega o sapato, coloca-o junto ao seu par. Estica os lençóis. Abre a janela. Sacode as cinzas. O cachorro deveria estar preso. Ele não para de latir. Malditos cachorros, latem toda a noite e estão carregados de pulgas e carrapatos. Nem todos os os cachorros são como o Bugo. A porta bate. O coração dispara. Aquela tarde não deveria ter acabado, deveria durar para sempre. Morreria em teus lábios. Morreria em tua cama. Morro a cada instante por não poder... Para de latir, cão imundo! É com estes gritos que desperta todas as manhãs. Todas as tardes. Sempre.
A pessoa sobre quem escrevo não é célebre; talvez nunca chegue a sê-lo. É possível que, ao atingir o fim da vida, não deixe, de sua passagem pela terra, vestígio maior que aquele que a pedra, atirada ao rio, deixa na superfície das águas. Neste caso, se o meu blog for lido, sê-lo-á exclusivamente pelo interesse intrínseco que possa ter. Mas é possível que o gênero de vida que essa pessoa escolheu para si própria e a singular força e doçura do seu caráter tenham uma influência sempre crescente sobre seus semelhantes, de modo que, mesmo muito tempo depois de sua morte, talvez se compreenda que nesta época viveu uma criatura extraordinária. Ficará, então, claro sobre quem escrevi neste blog, e aqueles que desejarem conhecer alguma coisa dos primeiros anos da existência dessa pessoa talvez aqui encontrem algo que lhes satisfaça.
paráfrase S.M.
Assinar:
Comentários (Atom)