Volta os olhos para trás e a imagem turva de um sentimento lhe vem à tona. Retoma o ar. Pega o sapato, coloca-o junto ao seu par. Estica os lençóis. Abre a janela. Sacode as cinzas. O cachorro deveria estar preso. Ele não para de latir. Malditos cachorros, latem toda a noite e estão carregados de pulgas e carrapatos. Nem todos os os cachorros são como o Bugo. A porta bate. O coração dispara. Aquela tarde não deveria ter acabado, deveria durar para sempre. Morreria em teus lábios. Morreria em tua cama. Morro a cada instante por não poder... Para de latir, cão imundo! É com estes gritos que desperta todas as manhãs. Todas as tardes. Sempre.
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